5 de outubro de 2006

"Eu vi, mas não agarrei..."

O dizer adeus é bom demais quando o dirijo a ti. Cada vez que te vais como meu adeus atenuas-me a alma, refortaleces o sossego neste meu pequeno espaço.

Eu gosto de ti, mas gosto muito mais de pensar na possibilidade de deixar, enfim, de gostar de ti.

Bem, não avances é uma força de atrito, recua...não te exaltes, acalma-te antes!
Odeio ler este tipo de textos quando vindo de outrém,mas a cada vez que tento redigir, sinto-me ridícula por desgostar dos sentimentos escritos alheios e não consigo ser mais ou menos que os demais.
Quero sempre ser diferente, mesmo sabendo que superficialmente sou o mesmo que tantos.

Últimamente abraço todos os que atravessam no meu caminho e que nitidamente esboçam o aquilo a que o comum mortal chama de sorriso porque li, num dos magníficos textos de Miguel Esteves Cardoso (um anjo feito de palavras), que descobrimos a nossa alma gémea quando a abraçamos...e eu a pensar que já a tinha sentido!
SANDRA não, regressa, não te influencies por almas pobres, ela nunca fora a tua alma gémea. A alma gémea não tem medo de se entregar, não tem medo de amar e de sorrir e de falar e de chorar e de muitos "e"(is) e outras tantas possibilidades...
Mas não...a tua o que tem é apens o medo do contacto e da reacção, a tua não arrisca, não ama a tua tem medo de sofrer...a tua alma tem medo de ti!
E agora? Se te sinto...perco-me, se te encontro iludo-me...foge de mim como sempre...foge antes que o tempo se acabe e nós já não existamos, foge antes que isto não faça sentido...não fujas...já não fazemos sentido!

Não me morras...adormece apenas!
A eternidade das nossas almas continuará. . .odeio-te tanto que só te consigo amar!!!

"How can I live spendin' my life when you don't care about myself?"

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